Escravos do Mundo Livre

Esteta ou Asceta? Nada disso, no fundo: Divagações de um pateta...

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Ah... Todo ano tem Ano Novo

Tá frio e está chovendo há uns três dias sem parar. Eu podia citar Lobão e dizer que "Eu tô chovendo muito mais do que lá fora. Lá fora é só água caindo. Enquanto aqui dentro, cai a chuva". Mas não (já citei, sempre cito alguém - até mesmo eu!). Também não quero contar pra mim mesmo, quando eu ler esse obituário de idéias daqui uns 10 anos, que estou triste sem saber por quê, que o ano começou numa festa estranha com gente esquisita e se não fosse a mesa de sinuca ia ser pior. Também não quero falar sobre esses meus conflitos internos que me fazem crer que sou o pior ser do universo - chego a ter certeza disso por alguns momentos. Mas ainda gosto de mim (taí mais um defeito e o carrossel torna a girar).
É foda, eu tinha coisas tão legais pra escrever, mas as férias, ao contrário do que acontece com as pessoas normais, não me fazem bem.
Outra coisa, é impressionante como agente se apega a certas coisas. Vi tantos filmes, mas foi o que eu já tinha visto que me falou mais alto, mais no fundo e de novo. Talvez por que os outros são medianos, nem lixo, nem clássicos. É o Fale com ela do Almodovar! Que filme belo! Que ótimas atuações e o que é o amor ali representado... Belo e triste, como uma canção de Jobim ou como a interpretação de Caetano cantando Cucurrucucu Paloma no filme.
Menções honrosas: A professora de piano é impressionante, que mulher - de perto ninguém é normal mesmo! Filme pesado, com uma trilha maravilhosa e uma história que faz pensar no amor e nas neuroses nossas de cada dia... Melhor é impossível é muito bom também! Sou fã do Senhor Jack, que ator brilhante!

Até hoje foram:

Volver
O Outro Lado da Rua
Exterminador do Futuro III
Adeus Lenin!
Tudo Sobre Minha Mãe
Cidade dos Sonhos
K-Pax
Casa de Areia
A missão
21 Gramas
A História Real
Os Suspeitos
Fale com ela
Melhor É Impossível
A Vila
O Código da Vinci
A Professora de Piano
Superman - O retorno
O Terminal
Lúcia e o Sexo
O Diabo a Quatro

Não era nada disso aí em cima, talvez isso:

07-10-1981

Foi o dia em que eu comecei a existir. Ou será que eu apenas voltei a existir?
É pior, foi o dia em que eu comecei a morrer.
As minhas asas eram novinhas, e mesmo sabendo que lenta e fatalmente se definhariam, nunca pararam de bater. E por isso, entre outras centenas de coisas, eu deveria estar sorrindo, satisfeito, comemorando, mas algo vem acontecendo desde que comecei a juntar meus pensamentos.
Não sei bem qual é o problema, mas a culpa deve ser do tempo. Esse comboio apressado que nunca cessa! Ele, com um braço hábil e sorrateiro, vem constantemente fixando a marteladas vivências em meu telencéfalo. Se eu me abato? Isso não é pergunta que se faça, no entanto todos sabem que a angustia é minha velha e cruel amiga. Se eu tenho esperança? Diga-me quem é que sincera e verdadeiramente não tem? Se estou correndo pra buscar a glória eterna? Entre Mutantes, teorias científicas, psicologias, Almodóvar e Pessoa, respondo: às vezes...

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A verdade dói, mas quem sabe eu ñ sou masoquista? Diz aí:

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